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27 março 2012

A vontade de encontrar uma solução para a captura do camarão no rio Tauerá de Bejá, em Abaetetuba, nordeste do Pará, fez o professor e estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cristo Trabalhador produzirem um projeto científico tendo como principal objetivo evitar a extinção do animal. Os resultados da pesquisa estão extrapolando as fronteiras do leito daquele rio e serão apresentados, de 29 a 31 deste mês, em Barcelona, na Espanha, durante a “XIII Exporecerca Jove”.

O projeto “Matapi Ecológico: uma solução para a captura e a comercialização do Camarão no rio Tauerá de Bejá no Município de Abaetetuba-PA”, de autoria do professor Gilberto Luis Sousa da Silva e da estudante, Regiane Araújo da Silva, foi selecionado para participar deste evento científico na Europa, em outubro do ano passado, durante a 26ª Mostratec – Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que reuniu 350 projetos científicos e tecnológicos de alunos de instituições de ensino médio ou de educação profissional de nível técnico.

O Exporecerca é um evento científico europeu que reúne pesquisadores e estudantes de vários países, que compartilham o resultado e a metodologia dos mais variados projetos de pesquisa. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências, a convivência e a compreensão entre os jovens pesquisadores de todo o mundo, que concorrem a prêmios. A apresentação do projeto da escola paraense na Espanha poderá abrir oportunidade para que ele também represente o Brasil na International Science & Engineering Fair 2012 (Intel ISEF), em Pittsburgh, Pensilvania, nos EUA.

De acordo com o professor Gilberto, é grande a preocupação com a extinção dos animais no leito do rio, já que boa parte da população esta concentrada na região das ilhas e depende da captura do camarão para complementar sua renda familiar. Ele destaca que o camarão é também um alimento privilegiado em relação às proteínas e aos ácidos graxos poli-insaturados, o que o torna importante fonte nutricional e, por isso, é base da alimentação da população local.

“Devido a pouca instrução que os ribeirinhos têm e a falta de apoio para sua atividade, eles tendem a capturar os camarões inadequadamente. Devido a isso, muitos problemas surgem. Vimos a solução contida no próprio instrumento utilizado na pesca do camarão, o matapi”, explicou. O matapi é o instrumento que os ribeirinhos confeccionam de forma artesanal, com a tala do jupatí, uma espécie de palmeira, e o cipó retirado da mata da região.

Alternativa - A estudante Regiane explica que o matapi é feito, geralmente, com frestas pequenas, capturando camarões pequenos, o que afeta sua reprodução, além disso, o camarão é a alimento base de vários outros seres vivos. Outro impacto é na renda dos ribeirinhos, que também é diretamente afetada com a ausência ou diminuição do tamanho dos camarões.

Durante a pesquisa, foi realizada uma pequena, porém impactante mudança nos matapis. O espaçamento das frestas, que eram de meio centímetro, passaram a ter o dobro de tamanho. Isso possibilitou apenas a captura de camarões adultos, respeitando o seu ciclo de vida. “O Matapi Ecológico é uma forma simples e eficiente, o que não resolverá de uma só vez a situação ambiental provocada pelo uso irracional do matapi comum, porém, além desse instrumento existem técnicas de criação de camarão em cativeiro”, disse a jovem cientista.

Em seis, dos doze meses de pesquisa, foram pesados e medidos camarões capturados por meio dos dois tipos de matapis, o utilizado pelos pescadores e o matapi ecológico. O resultado logo demonstrou a importância da pesquisa. Os quarenta matapis tradicionais capturaram, em média, cada um, 5 quilos de camarão, com comprimento médio entre 5 e 6 centímetros, gerando um lucro diário de R$ 5. Já os quarenta matapis ecológicos, capturaram de 2 a 2,5 quilos do animal, com tamanho médio de 6 a 7 centímetros, gerando renda diária de R$ 20.

O sucesso da projeto deu vazão a uma outra nova expectativa. Isso porque, segundo eles, o camarão comercializado no município de Abaetetuba, pode ser considerado um regulador de mercado. “Na safra, o preço do quilo do camarão custa em torno de R$ 3,00. Isso faz com que os vendedores de peixe, carne e frango também baixem seus preços, diminuindo o custo de vida em nossa cidade e melhorando a qualidade de vida das famílias de baixa renda. Esperamos que os pescadores tomem consciência de suas ações e passem a valorizar utilização do Matapi Ecológico”, concluiu o professor.


Texto: Mari Chiba
Ascom/Seduc
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