1/02/2017

Noções de Saneamento Básico







TRATAMENTO DE ESGOTO

ESGOTO

A água após ser eliminada dos diversos usos a que se destina, tais como banho, lavagem das mãos, de roupa, louça e de carros, uso sanitário, produção industrial etc passa a ser denominada de esgoto ou efluente. O esgoto é composto por 99,9 % de água, 0,1% de sólidos e inúmeros organismos vivos, tais como bactérias, vírus, vermes e protozoários, os quais são liberados junto com os dejetos humanos.

TRATAMENTO E IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE PÚBLICA

O tratamento dos esgotos é a remoção física, química ou biológica dos poluentes e microrganismos de forma a atender aos padrões de saúde e qualidade ambiental definidos na Resolução CONAMA nº 357/2005. A coleta e o tratamento do esgoto (ou efluente líquido) e do lodo gerado no tratamento são atividades de grande importância para a saúde pública. A elevada incidência de doenças de veiculação hídrica tem como causa epidemiológica principal, a contaminação de fontes de águas e mananciais. A proteção dos mananciais é realizada, em parte, pela destinação correta dos efluentes e resíduos do tratamento (lodo).

FASES DO TRATAMENTO

PRÉ-TRATAMENTO

No primeiro conjunto de unidades, designado por pré-tratamento ou tratamento preliminar, que se destina principalmente a remoção de sólidos grosseiros e areia, o esgoto é sujeito aos processos de:

1. separação grosseira dos sólidos, gradagem ou gradeamento (composto por grades grossas , grades finas e/ou peneiras rotativas ou trituradores);

2. desarenamento nas caixas de areia; e desengorduramento nas chamadas caixas de gordura ou em pré-decantadores.

Nesta fase, o esgoto é preparado para as fases de tratamento subsequentes, podendo ainda ser necessário um pré-arejamento ou uma equalização (mistura e fluxo constante) tanto de cargas poluentes como de vazões. A remoção desse material retido pode ser manual ou mecanizada.

Além destas unidades de remoção, inclue-se também uma unidade de medida de vazão, geralmente em uma calha parshall (ex. calha de dimensões padronizadas), onde o valor medido do nível do líquido pode ser correlacionado com a vazão.

TRATAMENTO PRIMÁRIO

Apesar do esgoto apresentar ligeiramente aspecto mais razoável após o pré-tratamento, possui ainda, praticamente inalteradas, as suas características poluidoras. Inicia-se então o tratamento propriamente dito. A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário, onde a matéria poluente pode ser separada da água por sedimentação. Após o tratamento primário, a matéria poluente que permanece na água é de reduzida dimensão, normalmente constituída por colóides (pequenas partículas), não sendo por isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico-químicos.
Sendo necessária a inclusão de uma etapa biológica. A eficiência de um tratamento primário pode chegar a 60% ou mais, dependendo do tipo de unidade de tratamento e da operação da estação. São comuns: decantador primário, tanque imhoff ou fossa séptica.

TRATAMENTO SECUNDÁRIO

Neste tipo de tratamento predomina a etapa biológica onde a remoção da matéria orgânica ocorre por reações bioquímicas realizadas pelos microrganismos. Geralmente consistem de reatores do tipo lagoas de estabilização, lodo ativado, filtro biológico ou variantes. Estes reatores são normalmente constituídos por tanques (de formas variadas) com grande quantidade de microrganismos aeróbios ou anaeróbios. O efluente do reator contém ainda matéria orgânica remanescente e grande quantidade de microrganismos, sendo muitas vezes necessário um tratamento terciário. A eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95% ou mais, dependendo da operação da ETE. Os microrganismos sofrem posteriormente um processo de sedimentação nos designados sedimentadores (decantadores) secundários. Finalizado o tratamento secundário, as águas residuárias tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos casos, serem admitidas no meio ambiente receptor.

TRATAMENTO TERCIÁRIO

Normalmente antes do lançamento final no corpo receptor, é necessário proceder à desinfecção das águas residuárias tratadas para a remoção dos microrganismos ou, em casos especiais, à remoção de determinados nutrientes, tais como o nitrogênio e fósforo, que podem potencializar, isoladamente e/ou em conjunto, a degradação dos corpos d’água. Essa etapa de remoção de microrganismos e nutrientes do esgoto chama-se tratamento terciário. Formas de tratamento terciários são:

1. Desnitrificação: requer condições anóxicas (baixa concentração de oxigênio) para que as comunidades biológicas apropriadas se formem. A desnitrificação é facilitada por um grande número de bactérias. Métodos de filtragem em areia, lagoa de polimento, etc. pode reduzir a quantidade de nitrogênio. O sistema de lodo ativado, se bem projetado, também pode reduzir significante parte do nitrogênio;

2. Remoção de fósforo: pode ser feita por precipitação química, geralmente com sais de ferro (ex. cloreto férrico) ou alumínio (ex. sulfato de alumínio). O lodo químico resultante é difícil de tratar e o uso dos produtos químicos torna-se caro. Apesar disso, a remoção química de fósforo requer equipamentos muito menores que os usados por remoção biológica;

3. Desinfecção: pode ser através do método de cloração (o de menor custo e de elevado grau de eficiência em relação a outros), ozonização (bastante dispendiosa), radiação ultra-violeta (não é aplicável a qualquer situação) que também reduzem significativamente a emissão de odores em estações de tratamento de esgoto.

TRATAMENTO DE SUB-PRODUTOS

Os subprodutos sólidos gerados nas diversas unidades de tratamento, tais como: material gradeado, areia, escuma e lodo devem ter um tratamento apropriado que inclue etapas de adensamento, estabilização,condicionamento, desidratação e/ou disposição final.

TIPOS DE LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO

    1. Lagoas Anaeróbias

Forma alternativa de tratamento secundário que exige condições estritamente anaeróbias, tendo usualmente 3,0 a 5,0 m de profundidade (para reduzir a possibilidade de penetração de oxigênio). São normalmente empregadas para estabilização de altas cargas orgânicas aplicadas e atuam como unidade primária num sistema de lagoas em série. A função principal é a degradação da matéria orgânica envolvendo a participação de bactérias facultativas e estritamente anaeróbias. A eficiência nesse tipo de sistema poderá atingir até 60% na remoção da matéria orgânica, dependendo da temperatura.

2 .Lagoas Facultativas

As lagoas de estabilização facultativas são os tipos mais comuns e operam com cargas orgânicas menores que as utilizadas nas lagoas anaeróbias, permitindo um desenvolvimento de algas nas camadas mais superficiais e iluminadas, que através da atividade fotossintética oxigenam a massa líquida da lagoa, modificam o pH e consomem nutrientes orgânicos. Têm profundidade entre 1,5 m a 2,0 m.

3 . Lagoas de Maturação

As lagoas de estabilização do tipo maturação caracterizam-se por pequena profundidade (0,8 a 2,0m) e possibilitam a complementação de qualquer outro sistema de tratamento de esgotos, geralmente são instaladas após a Lagoa Facultativa. Ela faz a remoção de bactérias e vírus de forma mais eficiente devido à incidência da luz solar, já que a radiação ultravioleta atua como um processo de desinfecção. Podem atingir elevadíssimas eficiências na remoção de coliformes (99,99%), cujo efluente pode ser utilizado para irrigação.

  1. Lagoas Aeradas Facultativas

Semelhantes à lagoa facultativa convencional, as lagoas aeradas têm como principal diferença a forma de suprimento de oxigênio. São providas de aeradores mecânicos de superfície instalados em colunas de concreto ou do tipo flutuantes e também de difusores. A profundidade varia de 2,5 a 5,0 m, devendo ser compatível com o equipamento de aeração. O esgoto bruto é lançado diretamente na lagoa depois de passar por um tratamento preliminar. Funciona como um tanque de aeração onde os aeradores artificiais potencializam a introdução de oxigênio no meio líquido.

ESTRUTURAS ACESSÓRIAS AO TRATAMENTO

      1. Leito de Secagem

O leito de secagem é a unidade de tratamento complementar, projetado e construído de modo a receber o lodo (sobrenadante) das lagoas ou todo material grosseiro (areia, lodo e material flotante) que fica retido nas grades, onde se processa a redução da umidade com a drenagem e evaporação da água liberada durante o período de secagem.
Geralmente tem a forma de tanque retangular e o funcionamento do leito de secagem é um processo natural de umidade que se desenvolve devido aos seguintes fenômenos:
Liberação dos gases dissolvidos ao serem transferidos das lagoas e submetidos nos leitos de secagem;
Evaporação natural da água em virtude de contato íntimo com a atmosfera;
Evaporação em virtude do poder calorífico.
O lodo em condições normais de secagem poderá ser removido do leito de secagem depois de um período, que varia de 20 a 40 dias, cuja umidade atinge valores de 60% a 70%, podendo então ser destinado a aterros sanitários ou a condicionamentos para reuso como biossólidos (adubo) etc.

  1. Caixa de Areia

A caixa de areia serve para reter os materiais mais pesados, que são conduzidos pelos esgotos. Essa caixa deve ter dimensões que proporcionem velocidade baixa de fluxo, que produzam a deposição de areia e outras partículas no fundo da caixa. As partículas impregnadas de óleo que serão retiradas das caixas devem ser encaminhadas para aterros sanitários. Deve ser feita limpeza periódica do fundo da caixa.

  1. Medidor de Vazão

Para a medição de vazão, utiliza com regularidade as calhas parshall, geralmente com dimensões padronizadas, onde o valor medido do nível do líquido pode ser correlacionado com a vazão.

FATORES QUE AFETAM O TRATAMENTO

Além de condições hidráulicas e biológicas, o processo de tratamento dos esgotos pode ser afetado por uma série de fatores naturais, controláveis ou não pelo homem. Dentre eles, as principais condições ambientais que afetam o funcionamento das lagoas, são: 1) a radiação solar; 2) a temperatura e 3) os ventos. Esses três fatores podem influenciar na velocidade da fotossíntese, na taxa de decomposição bacteriana, solubilidade e transferência dos gases, nas condições de mistura e na reaeração de mistura. Outros fatores naturais, que também afetam o processo de tratamento são representados por variáveis locais, como: infiltração, características do esgoto, entre outros.

Naturais

Ventos
A ação dos eventos contribui para introduzir oxigênio do ar na massa líquida exercendo papel importante na sua homogeneização permitindo maior contato do esgoto com os microrganismos. Em lagoas com espelho de água maior que 10,0 ha, a formação de ondas pela ação dos ventos provocam a erosão nos taludes internos que devem ser protegidos, pelo menos nos 30 cm abaixo e acima dos níveis de água mínimos e máximos de operação; a turbulência provocada pelo vento pode também favorecer a formação de curto-circuito nas lagoas.

Temperatura

Parâmetro incontrolável, mas de grande importância para o bom funcionamento de lagoas de estabilização, devido a sua relação com a radiação solar que influi na velocidade da fotossíntese (predomínio entre as espécies de algas e conseqüente oxigênio produzido) e no metabolismo das bactérias responsáveis pela degradação dos esgotos. A atividade biológica decresce à medida que cai a temperatura - uma queda de 10ºC na temperatura reduzirá a atividade microbiológica pela metade, aproximadamente.
Precipitação Pluviométrica

A precipitação de água de chuva diretamente sobre o espelho de água da lagoa praticamente não provoca, nenhum efeito adverso, mas a admissão de águas pluviais nas redes coletoras provoca uma série de problemas tais como diluição das águas residuárias, diminuição do tempo de detenção, mudança de temperatura da massa liquida e uma redução e até anulação temporária do rendimento da lagoa.

Evaporação

A evaporação intensa da água de uma lagoa de estabilização poderá provocar redução da lâmina d’água propiciando o desenvolvimento de vegetação emergente e menor tempo de detenção ou produzir aumento de salinidade no meio alterando o equilíbrio biológico. Em regiões frias pode ser considerada desprezível.
Radiação Solar

Indispensável para o funcionamento das lagoas uma vez que contribui primordialmente para a produção de oxigênio.

Químicos Controláveis pelo homem
PH

Depende do tipo de lagoa e dos processos biológicos de tratamento que se desenvolvem em cada faixa de tratamento no interior da lagoa de estabilização. As lagoas de estabilização apresentam melhor desempenho quando estão em ambiente ligeiramente alcalino (pH > 7).

Materiais Tóxicos

Causam grandes problemas no tratamento dos esgotos, pois uma vez que esse é biológico, qualquer material tóxico (metais pesados) que possa interferir no tratamento ou ser misturado com o material residual (lodo) deve ser evitado e tratado na fonte de sua produção. Quando não lançadas bruscamente, comparados a outros processos de tratamento biológico, as lagoas de estabilização, por exemplo, suportam cargas elevadas de substâncias tóxicas.
Nutrientes

Tanto algas como bactérias precisam de uma fonte de nutrientes para se desenvolver. Dentre os vários elementos necessários, o nitrogênio, o fósforo e o carbono são os essenciais. Para o processo biológico, essas necessidades são totalmente supridas com o esgoto doméstico.

Físicos Controláveis pelo homem

Geralmente estão relacionados com o projeto das unidades, como: 1) área superficial, 2) altura da lâmina líquida e 3) arranjo arquitetônico (formato, dispositivos de entrada e saída, localização, regularidade do fundo,etc).

Etapas do Tratamento de esgoto
Tratamento Preliminar: São retirados do esgoto os sólidos grosseiros, como lixo e areia.
    Processo: Utiliza processos físicos, como gradeamento, peneiramento e a sedimentação.
Tratamento Primário: Reduz parte da matéria orgânica presente nos esgotos removendo os sólidos em suspensão sedimentáveis e sólidos flutuantes.
    Processo: O esgoto ainda contém sólidos em suspensão, não grosseiros, que são mais pesados que a parte líquida.  Esses sólidos se sedimentam, indo para o fundo dos decantadores, formando o lodo primário bruto. Esse lodo é retirado do fundo do decantador, através de raspadores mecanizados, tubulações ou bombas.
    Processo Anaeróbio: Ocorre através da fermentação, na ausência de oxigênio.
 Tipos mais comuns:
Sistema fossa séptica – filtro anaeróbio: Muito usado no Brasil, no meio rural e em comunidades de pequeno porte. Os sólidos em suspensão se sedimentam no fundo da fossa séptica e formam o lodo onde ocorre a digestão anaeróbia. O líquido se encaminha para o filtro anaeróbio que possui bactérias que crescem aderidas a uma camada suporte formando a biomassa, que reduz a carga orgânica dos esgotos.
Reator Anaeróbio de Manta de Lodo (UASB): A biomassa cresce dispersa no meio e não aderida como nos filtros. Esta biomassa, ao crescer, forma pequenos grânulos, que por sua vez, tendem a servir de meio suporte para outras bactérias. O fluxo do líquido é ascendente e são formados gases – metano e gás carbônico, resultantes do processo de fermentação anaeróbia.
Tratamento Secundário: Remove a matéria orgânica e os sólidos em suspensão.
Processo: Através de processos biológicos, utilizando reações bioquímicas, através de microorganismos – bactérias aeróbias, facultativas, protozoários e fungos.
No processo aeróbio os microorganismos presentes nos esgotos se alimentam da matéria orgânica ali também presente, convertendo-a em gás carbônico, água e material celular. Esta decomposição biológica do material orgânico requer a presença de oxigênio e outras condições ambientais adequadas como temperatura, pH, tempo de contato etc.
   Tipos mais comuns de tratamento secundário:
Lagoas de estabilização (ou lagoas de oxidação) e suas variantes: São lagoas construídas de forma simples, onde os esgotos entram em uma extremidade e saem na oposta. A matéria orgânica, na forma de sólidos em suspensão, fica no fundo da lagoa, formando um lodo que vai aos poucos sendo estabilizado. O processo se baseia nos princípios da respiração e da fotossíntese: As algas existentes no esgoto, na presença de luz, produzem oxigênio que é liberado através da fotossíntese. Esse oxigênio dissolvido (OD) é utilizado pelas bactérias aeróbias (respiração) para se alimentarem da matéria orgânica em suspensão e dissolvida presente no esgoto. O resultado é a produção de sais minerais – alimento das algas - e de gás carbônico (CO2).
Lodos ativados e suas variantes: É composto, essencialmente, por um tanque de aeração (reator biológico), um tanque de decantação (decantador secundário) e uma bomba de recirculação do lodo. O princípio do sistema é a recirculação do lodo do fundo de uma unidade de decantação para uma de aeração.  Em decorrência da recirculação contínua de lodo do decantador e da adição contínua da matéria orgânica, ocorre o aumento da biomassa de bactérias, cujo excesso é descartado periodicamente.
Tratamento aeróbio com biofilme: Os esgotos são aplicados sobre um leito de material grosseiro, como pedras e ripas ou material plástico, e percola em direção a drenos no fundo. Este fluxo do esgoto permite o crescimento de bactérias na superfície do leito, formando uma película de microorganismos. O ar circula nos espaços vazios entre as pedras ou ripas, fornecendo oxigênio para os microorganismos decomporem a matéria orgânica.
Tratamento Terciário: Remove poluentes específicos (micronutrientes e patogênicos), além de outros poluentes não retidos nos tratamentos primário e secundário. Este tratamento é utilizado quando se deseja obter um tratamento de qualidade superior para os esgotos. Neste tratamento removem-se compostos como nitrogênio e fósforo, além da remoção completa da matéria orgânica.
    Processo: Através de processos por radiação ultravioleta, químicos e outros.
  Tratamento do lodo: Todos os processos de tratamento de esgoto resultam em subprodutos: o material gradeado, areia, escuma, lodo primário e lodo secundário, que devem ser tratados para serem lançados no meio ambiente.
  Lodo estabilizado: Disposição do lodo em aterros sanitários ou aplicando como fertilizante na agricultura, após tratamento adequado.


Lodo não estabilizado:
  • Adensamento, para remoção da umidade;
  • Estabilização para remoção da matéria orgânica;
  • Condicionamento para preparar para a desidratação;
  • Desidratação para remover a umidade com redução do volume, em leitos de secagem, lagoas de lodo e equipamentos mecânicos;
  • Disposição final em aterros sanitários, aplicação no solo etc.
DOENÇAS CAUSADAS POR ÁGUA CONTAMINADA
Doenças Causadas por Parasitas 
Amebíase: O contágio se dá através de água contaminada com cistos provenientes de fezes humanas.

Esquistossomose: O contágio se dá através do contato direto com água onde há larvas provenientes de caramujos contaminados.

Ascaridíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Áscaris Lumbricoides.

Giardíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Giárdia Lamblya.

Doenças Causadas por Vírus

Hepatite Viral tipo A e Poliomielite: O contágio se dá ao contato (consumo ou banho) com água contendo urina ou fezes humanas.

Doenças causadas por Bactérias 

Meningoencefalite: O contágio se dá pelo contato (consumo ou banho) com àguas contaminadas.

Cólera: O contágio se dá com o consumo de água contaminada por fezes ou vômito de algum indivíduo contaminado.

Leptospirose: A água contaminada por urina de ratos é a principal causa da doença, cuja incidência aumenta com chuvas fortes e enchentes. Apresenta maior perigo em águas próximas a depósitos de lixo e em áreas sem esgotamento sanitário.

Febre Tifoide: O contágio se dá pela ingestão de água ou alimentos contaminados (a contaminação de alimentos ocorre ao se lavar alimentos com água contaminada).

Gastroenterites: a ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes causam muita variedade de distúrbios gástricos, geralmente associados a fortes diarreias.

Desinteria Bacilar: Uma série de bactérias causam, através da ingestão de água sem tratamento, severas formas de diarreias, formando um quadro de febre, dores e mal-estar geral.

3-  DRENAGEM PLUVIAL

Um sistema de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais é composto por estruturas e instalações de engenharia destinadas ao transporte, retenção, tratamento e disposição final das águas das chuvas.
     Os sistemas de drenagem são classificados de acordo com seu tamanho em sistemas de microdrenagem e sistemas de macrodrenagem. A microdrenagem inclui a coleta das águas superficiais ou subterrâneas através de pequenas e médias galerias. Já a rede de macrodrenagem engloba, além da rede de microdrenagem, galerias de grande porte e os corpos receptores destas águas (rios ou canais). 
  • Urbanização - impermeabiliza o solo, dificultando a infiltração e aumenta escoamento superficial.
  • Empoçamento;
  • Inundações;
  • Erosões;
  • Assoreamento.

É necessário o controle do escoamento das águas  de chuvas - evitar  os seus efeitos adversos: prejuízos a saúde, segurança e bem estar da sociedade.

Objetivos dos sistemas de drenagem

  • assegurar o trânsito de pedestre e veículos
  • controlar as erosões
  • proteger as propriedades localizadas em áreas sujeitas a erosões e/ou inundações e consequentemente os cidadãos
  • proteger os logradouros e vias publicas
  • proteger e preservar os fundos de vale e cursos  d’água
  • eliminar a proliferação de doenças e de áreas insalubres

Componentes do  sistema de drenagem

  • Caminho da chuva: área urbana - escoam pelos telhados – terrenos -  ruas – (“sarjetas”) - ‘bocas- de- lobos’.
  • As águas escoam abaixo do nível da rua, -s “ tubos de ligações”- encaminhadas aos “ poços de visitas” ou as “ caixas de passagem” - “ galerias de águas pluviais”.

Componentes do  sistema de drenagem

a) Guia ou meio-fio: é a faixa longitudinal de separação do passeio com a rua;
b) Sarjeta: é o canal situado entre a guia e a pista, destinada a coletar e conduzir as águas de escoamento superficial até os pontos de coleta;
c) Bocas-de-lobo ou bueiros: são estruturas destinadas à captação das águas superficiais transportadas pelas sarjetas; em geral situam-se sob o passeio ou sob a sarjeta;
d) Galerias: são condutos destinados ao transporte das águas captadas nas bocas coletoras até os pontos de lançamento. Possuem diâmetro mínimo de 400 milímetros;
e) Poços de visita: são câmaras situadas em pontos previamente determinados, destinados a permitir a inspeçãoe limpeza dos condutos subterrâneos;
f) Trecho de galeria: é a parte da galeria situada entre dois poços de visita consecutivos;
g) Bacias de amortecimento: são grandes reservatórios construídos para o armazenamento temporário das chuvas, que liberam esta água acumulada de forma gradual. 
 
Canalizações ou galerias: sob o eixo da via publica.  

4 - RESIDUOS SOLIDOS
Conceitos e Tipos de Resíduos

Segundo a norma da ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que:

“resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Os resíduos sólidos apresentam uma vasta diversidade e complexidade, sendo que suas características físicas, químicas e biológicas variam de acordo com a fonte ou atividade geradora, podendo ser classificados de acordo com:

Riscos Potenciais de Contaminação do Meio Ambiente
  • Classe I ou Perigosos
  • Classe II A ou Não-Inertes
  • Classe II-B ou Inertes
Natureza ou Origem
  • Lixo Doméstico ou Residencial
  • Lixo Comercial
  • Lixo Público
  • Lixo Domiciliar especial
  • Entulho de obras
  • Pilhas e baterias
  • Lâmpadas fluorescentes
  • Pneus
  • Lixo de Fontes especiais
  • Lixo industrial
  • Lixo radioativo
  • Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoviários
  • Lixo agrícola
  • Resíduos de serviços de saúde
Além da classificação citada,  o texto preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos propõe outra  forma para agrupar tais resíduos, que considera o local ou atividade em que a geração ocorre:

Resíduos Sólidos Urbanos: divididos em  materiais recicláveis (metais, aço, papel, plástico, vidro, etc.) e matéria orgânica.

Resíduos da Construção Civil: gerados nas construções, reformas, reparos e demolições, bem como na preparação de terrenos para obras.


Resíduos com Logística Reversa Obrigatória: pilhas e baterias; pneus; lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; entre outros a serem incluídos.

Resíduos Industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais; normalmente, grande parte são resíduos de alta periculosidade.

Resíduos Sólidos do Transporte Aéreo e Aquaviário: gerados pelos serviços de transportes, de naturezas diversas, como ferragens, resíduos de cozinha, material de escritório, lâmpadas, pilhas, etc.

Resíduos Sólidos do Transporte Rodoviário e Ferroviário: gerados pelos serviços de transportes, acrescidos de resíduos sépticos que podem conter organismos patogênicos.

Resíduos de Serviços de Saúde: gerados em qualquer serviço de saúde.

Resíduos Sólidos de Mineração: gerados em qualquer atividade de mineração.

Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris (orgânicos e inorgânicos): dejetos da criação de animais; resíduos associados a culturas da agroindústria, bem como da silvicultura; embalagens de agrotóxicos, fertilizantes e insumos.

Mais informações sobre conceitos podem ser encontradas em Publicacões.

Gestão de Resíduos Sólidos

As características de cada tipo de resíduo exigem um modelo de gestão adequado, que não tenha como objetivo apenas a coleta e o afastamento, mas o tratamento ideal para cada um, com a finalidade de evitar problemas de saúde pública e contaminação ambiental, impactos sociais e econômicos.

Atenta com tais questões, a população de um modo geral, especialmente em centros urbanos, tem estado mais preocupada para onde seu lixo está sendo destinado, porque reconhece a proximidade dos efeitos de uma má administração e tem acesso a informações. É consenso de que a gestão dos resíduos é de interesse coletivo. Portanto, é fundamental a superação de modelos historicamente consolidados que olham de forma fragmentada para a gestão. Essa importante transformação mudaria a perspectiva de que a característica do lixo é unicamente de “indesejado” ou “inútil”, para a ótica do reaproveitamento e reciclagem, conferindo valor ao resíduo que passa a ser utilizado como matéria-prima de processos produtivos ou fonte de energia.

O gerenciamento de resíduos sólidos envolve um conjunto de ações normativas, técnicas/ operacionais, de planejamento e monitoramento, baseadas em critérios ambientais, sanitários e econômicos para destinar corretamente o lixo gerado. É também uma tomada de decisão política, além de técnica.

Como principais metas do gerenciamento, as quais aumentariam a eficiência do sistema, pode-se elencar duas principais: redução e aproveitamento dos resíduos. Na busca por atingi-las, os Municípios, competentes para selecionar as melhores estratégias e instrumentos de manejo sustentável, devem atentar-se para cada etapa da cadeia do lixo, incluindo a que precede a coleta e, portanto, exige a participação e envolvimento dos geradores (empresas e pessoas), responsáveis pela redução e separação na fonte.

Portanto, assim como garantir o bom funcionamento dos equipamentos e instalações do sistema, a integração de todos os atores envolvidos é fundamental nesse processo: população, grandes geradores, catadores, estabelecimentos da saúde, setores da Prefeitura, etc. Esse é o princípio do Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos, instituído pela Constituição como competência do poder público, que deve evitar e suspender o envio de resíduos para lixões e aterros controlados, adotando melhores alternativas.

Cabe ainda ao Município definir, de acordo com as condições locais, as características e classificação correta dos resíduos, como fará o gerenciamento para cada uma das etapas: geração, coleta, transporte, estação de transbordo, disposição, campanhas educativas, etc.

Resíduos Sólidos

Saiba o que são, definição, tipos, resíduos sólidos industriais, lixo, coleta seletiva, reciclagem

Resíduos sólidos: originários de indústrias, residências, construção civil, escolas, etc

Definição

Os resíduos sólidos são partes de resíduos que são gerados após a produção, utilização ou transformação de bens de consumos (exemplos: computadores, automóveis, televisores, aparelhos celulares, eletrodomésticos, etc).

Fonte de produção

Grande parte destes resíduos é produzida nos grandes centros urbanos. São originários, principalmente, de residências, escolas, indústrias e construção civil.

Coleta seletiva e reciclagem

Muitos destes resíduos sólidos são compostos de materiais recicláveis e podem retornar a cadeia de produção, gerando renda para trabalhadores e lucro para empresas. Para que isto ocorra, é necessário que haja nas cidades um bom sistema de coleta seletiva e reciclagem de lixo. Cidades que não praticam este tipo de processo, jogando todo tipo de resíduo sólido em aterros sanitários, acabam poluindo o meio ambiente. Isto ocorre, pois muitos resíduos sólidos levam décadas ou até séculos para serem decompostos.
Resíduos sólidos perigosos

Alguns tipos de resíduos sólidos são altamente perigosos para o meio ambiente e merecem um sistema de coleta e reciclagem rigorosos. Podemos citar como exemplos, as pilhas e baterias de celulares que são formadas por compostos químicos com alta capacidade de poluição e toxidades para o solo e água.

Produção: bens de consumo-lixo

Eliminação não adequada: Lixões
   - problema ambiental ( contaminação do ar, água, proliferação de insetos e roedores)
   - problema econômico – materiais e energia

Rs – Reduzir, Reaproveitar e Reciclar
  • Componentes de serviços de limpeza publica
  • limpeza de logradouros (varrição, capina)
  • acondicionamento de lixo
  • coleta de lixo
  • tratamento e disposição final do lixo (aterro sanitário, compostagem, incineração )
  • reciclagem
  • disposição de entulho ( reciclagem)  

Aterro Sanitário e Controlado

“técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos nos solos,  sem causar danos á saúde publica  e a sua segurança, minimizando impactos ambientais. Método que  utiliza princípios de engenharia  para confinar os resíduos sólidos a menor área possível e  reduzi-la ao menor volume permissível, cobrindo-os  com uma camada de terra na conclusão de cada  jornada de trabalho, ou a intervalos menores, se for necessário”.
(instalação de apoio - sistema de drenagem água e gases - coleta e tratamento do liquido-impermeabilização do solo)

Compostagem

É a transformação de resíduos orgânicos presentes no lixo, através de processos físicos, químicos e biológicos, em material  mais estáveis e resistente. O resultado  final é o composto, excelentes condicionador  orgânicos dos  solos.

Etapas: física (separação, homogeneização em leiras); biológica (digestão e fermentação)

Monitoramento do processo:aeração, umidade, tamanho das partículas, pH e temperatura)

Incineração

Processo de redução de peso (em ate 70%) e de volume (em ate 90% ) do lixo através de combustão controlada, de 800 a 1.000 ºC. Processo é realizado em fornos especiais, nos quais se pode garantir oxigênio para combustão, turbulência, temos de permanência e temperaturas adequadas.

Inconveniente - liberação de gases tóxicos que precisam ser tratados (dioxina)



PASSANDO A LIMPO!!!!!


http://www.aocp.com.br/concursos/arquivos/saneamentocasan.pdf
 
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Quando o escoamento é agitado e o comportamento com tubos lisos é diverso daquele que se verifica com tubos rugosos, denomina-se:
A) regime laminar.
B) regime turbulento.
C) rugosidade absoluta.
D) turbulência completa.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) O volume de líquido que atravessa uma determinada seção na unidade de tempo denomina-se:
A) pressão.
B) fluidez.
C) escoamento.
D) vazão.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Os sistemas de distribuição de água geralmente são compostos por inúmeras tubulações interligadas ou formando
anéis, que convencionou chamar de:
A) encanamentos equivalentes.
B) sistemas de tubulações em série.
C) redes hidráulicas.
D) sistemas de tubulações em paralelo.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Às canalizações principais destinadas a conduzir água entre as unidades de um sistema público de abastecimento que antecedem a rede de distribuição dá-se o nome de:
A) reservatório.
B) estação elevatória.
C) adutoras.
D) poço de sucção.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Um sistema de recalque é composto de três partes, aquela que é constituída por uma ou mais bombas e respectivos motores elétricos ou a combustão interna denomina-se:
A) tubulação de sucção.
B) tubulação de recalque.
C) bomba afogada.
D) conjunto elevatório
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) O sistema hidráulico é ______________ quando em uma ou mais seções de um conduto ocorre variação da vazão por derivação de água.
A) ramificado
B) malhado
C) equivalente
D) permanente
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) ___________________ estão sujeitos à pressão atmosférica, pelo menos em um ponto da sua seção do escoamento. Também são denominados canais e normalmente apresentam uma superfície livre de água, em contato com a atmosfera.
A) Condutos circulares
B) Condutos livres
C) Condutores horizontais
D) Condutores verticais
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Despejos líquidos ou efluentes de comunidades denominam-se:
A) águas servidas.
B) águas imundas.
C) águas residuárias.
D) despejos.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Sistema de esgoto em que as águas pluviais e o esgoto sanitário escoam nas mesmas canalizações denomina-se:
A) sistema separador parcial.
B) sistema separador absoluto.
C) sistema unitário de esgotamento.
D) sistema unitário de drenagem.
  1. (SAAE –GUARULHOS-SP– 2011- GSA) Conduto final de um sistema de esgoto sanitário, destinado ao afastamento dos efluentes da rede para o ponto de lançamento ou de tratamento, recebendo contribuições apenas na extremidade de montante denomina-se:
A) emissário.
B) estação elevatória.
C) interceptor.
D) coletor de esgoto.
  1. (CAGEPA-2008  AGENTE OPERACIONAL) O sistema de abastecimento de água representa o conjunto de obras, equipamentos e serviços destinados à distribuição de água potável para uma comunidade. Com relação ao sistema de abastecimento, é correto afirmar que é formado, basicamente, pelas unidades:
a) Manancial, adução, fluoretação, desinfecção e boca de lobo.
b) Manancial, adução, tratamento da água, reservação e caixa de gordura.
c) Captação, tratamento da água, rede de distribuição e tanque séptico.
d) Manancial, captação, adução, tratamento da água, reservação e rede de distribuição.
e) Adução, reservação, fluoretação, rede de distribuição e sumidouro.
  1. (CAGEPA-2008  AGENTE OPERACIONAL) A adução corresponde ao
a) transporte da água do manancial ou da água tratada.
b) transporte apenas da água bruta.
c) transporte apenas da água tratada até o reservatório domiciliar.
d) equipamento que retira a água do manancial em que se encontra.
e) tubo instalado nas vias públicas que leva água para os edifícios.
  1. (CAGEPA-2008  AGENTE OPERACIONAL) Constitui um processo de tratamento de água de abastecimento:
a) Lagoas de estabilização
b) Lodos ativados
c) Valos de oxidação
d) Filtro de areia
e) Reator UASB
  1. (CAGEPA-2008  AGENTE OPERACIONAL)  NÃO faz parte de um sistema coletivo convencional de esgotamento sanitário:
a) Estação elevatória de esgotos
b) Estação de tratamento de esgotos
c) Adutora
d) Coletor tronco
e) Emissário
  1. (CAGEPA-2008  AGENTE OPERACIONAL)  Estação elevatória de esgoto é usada quando se deseja
a) depurar as características biológicas do esgoto.
b) depurar as características químicas do esgoto.
c) elevar as cotas do escoamento.
d) rebaixar as cotas do escoamento.
e) aumentar a viscosidade do esgoto.
  1. (CASAN-2009-AOCP) A figura abaixo representa o ciclo da água na Terra. Assinale a alternativa que contenha corretamente os processos que correspondem aos números 1, 2 e 3
(A) 1 – Transpiração; 2 – Evaporação; 3 – Precipitação.
(B) 1 – Precipitação; 2 – Transpiração; 3 – Evaporação.
(C) 1 – Precipitação; 2 – Evaporação; 3 – Evaporação.
(D) 1 – Transpiração; 2 – Precipitação; 3 – Evaporação.
(E) 1 – Precipitação; 2 – Evaporação; 3 – Transpiração.
  1. (CASAN-2009-AOCP)  Várias doenças são relacionadas à falta de higiene da população e a falta de saneamento básico. Na maioria das vezes a água pode estar relacionada de alguma forma à transmissão destas doenças.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS doenças que podem ser transmitidas pela ingestão de água contaminada.
(A) Amebíase, cólera e febre amarela.
(B) Dengue, esquistossomose e giardíase.
(C) Cólera, malária e giardíase.
(D) Amebíase, cólera e giardíase.
(E) Ascaridíase, cólera e AIDS.
  1. (CASAN-2009-AOCP) Para reduzir os impactos antrópicos sobre os mananciais de abastecimento nos grandes centros urbanos algumas estratégias podem ser desenvolvidas contribuindo para a melhoria da qualidade da água. Sobre este tema, assinale a alternativa correta.
(A) A supressão da mata ciliar pode contribuir para a melhoria da qualidade da água do manancial, pois reduz a quantidade de matéria orgânica que entra no corpo d’água.
(B) A impermeabilização das margens urbanas de rios pode evitar contaminação da água por metais
pesados.
(C) Algumas estratégias que podem melhorar a qualidade dos mananciais são o respeito ao código florestal brasileiro e planejamento de novos loteamentos urbanos fora das áreas de preservação permanente.
(D) Para não haver despejo de esgoto nos mananciais superficiais é indicado o uso de fossas ao invés de rede de esgoto convencional.
(E) A canalização de pequenos córregos pode contribuir para a expansão das cidades sem prejudicar o ambiente.
  1. (CASAN-2009-AOCP)   custo nos sistemas de abastecimento de água.
Sobre este tema, assinale a alternativa correta.
(A) A captação é feita em mananciais de água que são fontes, superficiais ou subterrâneas, utilizadas para abastecimento humano e manutenção de atividades
econômicas.
(B) A captação de água em mananciais superficiais pode ser feita com auxílio de poços artesianos.
(C) Apesar de serem considerados impactos ambientais, a urbanização com posterior erosão e assoreamento de leitos não alteram a qualidade de água dos mananciais
superficiais.
(D) A construção de barragens é obrigatória na captação de água de mananciais superficiais independente da vazão do curso de água ou das necessidades de consumo.
(E) Os poços artesianos são construídos para captação da água presente no lençol freático, nunca em aquíferos que podem possuir metais pesados prejudiciais ao ser humano.
  1. (CASAN-2009-AOCP)  Segundo a Portaria n.º 518/04 do Ministério da Saúde o valor máximo permitido de Escherichia coli e coliformes termotolerantes em água para o consumo humano deve ser
(A) até 1000 unidades formadoras de colônia em 100 ml de água.
(B) até 100 unidades formadoras de colônia em 100 ml de água.
(C) até 10 unidades formadoras de colônia em 100 ml de água.
(D) até 1 unidade formadora de colônia em 100 ml de água.
(E) ausente em 100 ml de água.
  1. (CASAN-2009-AOCP)  Assinale a alternativa que contenha APENAS
parâmetros físicos de qualidade da água.
(A) Cor, turbidez, sabor e odor, temperatura.
(B) pH, turbidez, sabor e odor, temperatura.
(C) Cor, turbidez, pH, oxigênio dissolvido.
(D) Matéria orgânica, temperatura, pH, oxigênio dissolvido.
(E) Matéria orgânica, temperatura, acidez, dureza
  1. (CASAN-2009-AOCP)   Até alcançar as residências, a água percorre um longo trajeto desde sua captação no manancial.
Assinale a alternativa que contenha APENAS equipamentos utilizados em sistemas de abastecimento de água com coleta em mananciais superficiais.
(A) Estação elevatória de água bruta, adutora de água bruta, estação de tratamento de esgoto, reator anaeróbio de lodo fluidizado, lagoas de estabilização.
(B) Estação elevatória de água bruta, adutora de água bruta, estação de tratamento de água, adutora de água tratada, reservatório.
(C) Reator anaeróbio de lodo fluidizado, lagoas de estabilização, adutora de água bruta, estação de
tratamento de água, adutora de água tratada.
(D) Adutora de água bruta, estação de tratamento de água, adutora de água tratada, adutora de esgoto, estação de tratamento de esgoto.
(E) Poço artesiano, adutora de água bruta, reservatório de cloração, reservatório de distribuição, adutora de água tratada.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    Sobre os processos que ocorrem em estações de tratamento de água (ETA), analise as assertivas e assinale a alternativa que contenha apenas as corretas.
I. Quando a água na sua forma natural entra na ETA, ela recebe, nos tanques, uma determinada quantidade de sulfato de alumínio, que serve para aglomerar partículas sólidas que se encontram na
água no processo conhecido por tratamento anaeróbio.
II. No processo de filtração, a água passa por filtros formados por carvão, areia e pedras de diversos tamanhos para que as impurezas de tamanho pequeno fiquem retidas no filtro.
III. A cloração consiste na adição de cloro que é usado para destruição de microorganismos presentes na água. Este processo também é conhecido por desinfecção.
(A) Apenas I.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) I, II e III.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    Sobre as formas como as fontes poluentes podem atingir o corpo d’água, assinale a alternativa correta.
(A) Na poluição pontual os poluentes atingem o corpo d’água de forma concentrada no espaço, como, por exemplo, a descarga em um rio de um emissário de esgotos sem tratamento.
(B) Na poluição difusa os poluentes atingem o corpo d’água de forma concentrada no espaço, como, por exemplo, a descarga em um rio de um emissário de esgotos sem tratamento.
(C) Na poluição pontual os poluentes atingem o corpo d’água distribuídos ao longo de parte de sua extensão, como, por exemplo, a descarga em um rio de um emissário de esgotos sem tratamento.
(D) Na poluição difusa os poluentes atingem o corpo d’água distribuídos ao longo de parte de sua extensão, como, por exemplo, a descarga em um rio de um emissário de esgotos sem tratamento.
(E) Na poluição pontual os poluentes atingem o corpo d’água distribuídos ao longo de parte de sua extensão, como, por exemplo, drenagem pluvial natural em áreas de agricultura com uso de defensivos químicos.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    O tratamento de esgotos sanitários é uma atividade necessária para reduzir o impacto ambiental do despejo destes em corpos d’água. Esta atividade é importante porque
(A) contribui para a redução no aquecimento global.
(B) impede a formação de chuva ácida.
(C) reduz a ocorrência de eutrofização de corpos d’água.
(D) contribui para a redução no buraco da camada de
ozônio.
(E) evita a transmissão maciça de dengue hemorrágica.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    Nas estações de tratamento de esgoto frequentemente são utilizadas etapas de tratamento biológico. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
(A) Os microrganismos mais utilizados no tratamento biológico são bactérias e fungos que fazem a
decomposição da matéria orgânica.
(B) O tratamento biológico pode ser feito em lagoas de estabilização, lodos ativados e filtros biológicos.
(C) Em alguns casos podem ser utilizadas plantas aquáticas para o tratamento biológico de esgotos.
(D) O tratamento biológico anaeróbio se restringe à utilização de microrganismos que são capazes de sobreviver na ausência completa de oxigênio.
(E) Os únicos destinos dos efluentes líquidos tratados são os cursos d’água e o mar, não sendo possível a disposição de efluentes no solo, pois o mesmo não possui capacidade de remoção dos poluentes.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    A remoção dos poluentes no tratamento de esgotos, de forma a adequar o lançamento a uma qualidade desejada ou ao padrão de qualidade vigente, está associada aos conceitos de nível do tratamento e eficiência do tratamento. Com relação aos níveis de tratamento de esgotos, assinale a alternativa correta.
(A) O tratamento preliminar objetiva a remoção de sólidos em suspensão, areia e metais pesados através de mecanismos biológicos.
(B) O tratamento primário objetiva a retirada de sólidos em suspensão sedimentáveis e organismos patogênicos
através de mecanismos químicos.
(C) O tratamento secundário objetiva a remoção de matéria orgânica através de mecanismos biológicos.
(D) O tratamento terciário é o mais utilizado no Brasil e objetiva a remoção de sólidos em suspensão através de mecanismos físicos.
(E) Todos os níveis de tratamento de esgotos são aplicados em todas as estações de tratamento de esgoto do Brasil.
  1. (CASAN-2009-AOCP)    O principal efeito ecológico da poluição orgânica  em um curso d’água é o decréscimo dos teores de oxigênio dissolvido. Em laboratório, é possível medir o consumo de oxigênio que um volume padronizado de esgoto exerce em um período de tempo. A quantidade de oxigênio requerida para estabilizar, através de processos bioquímicos, a matéria orgânica é chamada de
(A) Demanda Química de Oxigênio (DQO).
(B) Oxigênio Dissolvido (OD).
(C) Oxigênio Orgânico Total (OOT).
(D) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO).
(E) Carbono Orgânico Total (COT).
  1. (CASAN-2009-AOCP  ) Grande parte da população brasileira não tem acesso à água tratada e a rede de esgoto, essa falta de estrutura associada à pobreza ajudam a aumentar a incidência de diversas doenças, como as parasitoses. Considerando as doenças causadas por parasitas, assinale a alternativa correta.
(A) O ato de defecar no solo não gera problemas se todos usarem sapatos.
(B) Não há risco de adquirir nenhuma parasitose se as crianças lavarem as mãos depois de brincarem no solo.
(C) A maioria das parasitoses pode ser evitada com medidas simples de higiene.
(D) Cães e gatos jovens não albergam parasitas, isso só ocorre quando eles se tornam adultos.
(E) Se a água passou por tratamento podemos ter certeza que a água que chega à nossa torneira está livre de qualquer agente causador de doenças.
  1. (CASAN-2009-AOCP  ) Assinale a alternativa correta.
(A) Geralmente os ecossistemas aquáticos não possuem capacidade de recuperação após o despejo de uma fonte de poluição, tornando-se ecossistemas mortos.
(B) Alguns organismos aquáticos podem atuar como indicadores de qualidade de água, desaparecendo ou surgindo após a contaminação por um determinado poluente.
(C) Um ecossistema aquático em condições naturais, sem incidência de poluição, possui baixa biodiversidade.
(D) A compostagem de lixo orgânico é uma estratégia que pode auxiliar na redução da produção de lixo, porém, em nada contribui para a preservação do ambiente, visto que é uma atividade poluidora.
(E) A eutrofização de corpos d’água está relacionada ao aumento da concentração de gases estufa na atmosfera.
  1. (CASAN-2009-AOCP  )  A poluição das águas é entendida como a adição de substâncias que alteram a natureza do corpo d’água de uma maneira tal que prejudique os legítimos usos que dele são feitos. Um dos principais agentes poluidores das águas são os metais pesados. Abaixo, todos são possíveis efeitos poluidores dos metais pesados, EXCETO
(A) o crescimento excessivo de algas.
(B) a toxicidade.
(C) a inibição do tratamento biológico de esgotos.
(D) os problemas na disposição do lodo na agricultura.
(E) a contaminação da água subterrânea.
  1. (CASAN-2009-AOCP  )   As atividades de captação, adução, tratamento, reservatórios e de distribuição de água nos sistemas de abastecimento dependem de licenciamento ambiental para sua implantação e execução. A este respeito assinale a alternativa correta.
(A) A primeira fase do licenciamento ambiental, a licença de instalação, é necessária na fase de planejamento para atestar a viabilidade do sistema.
(B) Após a licença de instalação, deve-se solicitar a licença de operação que autoriza o inicio da instalação do empreendimento.
(C) Para que o empreendimento possa executar suas atividades, periodicamente, deve ser renovada uma licença prévia que autoriza a operação do empreendimento.
(D) A necessidade de licenciamento ao sistema de abastecimento de água ocorre porque as atividades utilizam recursos naturais, causam modificações ambientais e contêm unidades geradoras de resíduos.
(E) Após todo o processo de licenciamento ambiental estar concluído e a atividade estar em operação, anualmente, é necessário ao setor responsável, a contratação de um Estudo de Impacto Ambiental com posterior Relatório de Impacto Ambiental.
  1. (CASAN-2009-AOCP  )    Segundo a Resolução CONAMA 001/86, necessitam de licenciamento ambiental as seguintes atividades, EXCETO
(A) estradas de rodagem com duas ou mais faixas de
rolamento.
(B) emissários de esgotos sanitários.
(C) extração de combustível fóssil.
(D) edificações urbanas com mais de cinco andares.
(E) aterros sanitários.
  1. (CASAN-2009-AOCP  )    Segundo a resolução CONAMA 357/05 a água doce compreende
(A) águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰.
(B) águas com salinidade inferior a 0,5 %.
(C) águas sem nenhum percentual de salinidade.
(D) águas com salinidade igual ou superior a 0,5 ‰.
(E) qualquer corpo de água continental independente da
salinidade.
  1. (CASAN-2009-AOCP  )     Considerando a resolução CONAMA 357/05, assinale a alternativa correta sobre a classificação das águas doces.
(A) Águas da classe especial podem ser destinadas ao abastecimento humano após tratamento convencional.
(B) Águas da classe 1 podem ser destinadas ao abastecimento humano após desinfecção.
(C) Águas da classe 2 podem ser destinadas ao abastecimento humano após tratamento simplificado.
(D) Águas da classe 3 podem ser destinadas ao abastecimento humano in natura.
(E) Águas da classe 4 não podem ser destinadas ao abastecimento humano
  1. (SABES-2012-FCC) No tratamento da água para consumo, pode-se encontrar quais sistemas para a remoção de elementos?
(A) Sistemas de condução, irradiação e convecção.
(B) Sistemas de drenagem, fermentação e pasteurização.
(C) Sistemas de secagem, polimerização e aeração.
(D) Sistemas de filtragem, decantação e floculação.
(E) Sistemas de sondagem, eletrólise e turbilhonamento.
  1. (SABES-2012-FCC) Com o objetivo de tornar a água de um determinado reservatório potável, procede-se ao seu tratamento. Para garantir a potabilidade da água não é pouco comum que haja a necessidade de se adicionar alguns elementos químicos. Os mais usados são:
(A) Selênio, Fósforo e Mercúrio.
(B) Cimento, Sódio e Argônio.
(C) Cal, Cloro e Flúor.
(D) Ozônio, Hélio e Neônio.
(E) Quartzo, Turmalina e Sais de Rochelle.
  1. (SABES-2012-FCC)  O cloro, ao ser adicionado em sua forma gasosa à água de abastecimento, na fase de desinfecção,
(A) reagirá com a molécula da água e com outras substâncias presentes na água a ser tratada.
(B) oxidará a molécula da água, resultando na forma de ozônio de ação bactericida.
(C) oxidará a matéria orgânica da água, resultando daí seu poder desinfetante.
(D) reagirá com a molécula da água, formando íon cloreto, água e oxigênio.
(E) reagirá com a molécula da água, formando o agente biocida hipoclorito de sódio
  1. (SABES-2012-FCC)  A água captada no manancial apresenta uma coloração parda. Para torná-la límpida, é necessário realizar a clarificação.
A tabela abaixo ilustra os processos realizados durante essa etapa e preparo para as etapas posteriores.
As fases I, II, III e IV são denominadas, respectivamente,
(A) floculação, sedimentação, deposição e decantação.
(B) depuração, fermentação, filtração e remoção.
(C) decantação, floculação, sedimentação e eliminação.
(D) coagulação, floculação, decantação e filtração.
(E) filtração, floculação, flotação e decantação.
  1. (SABES-2012-FCC)   Um dos métodos mais utilizados para o tratamento do esgoto é o de lodo ativado. Consiste no processo aeróbico de degradação biológica da matéria orgânica. Como um efeito do tratamento biológico, um grande problema das estações de tratamento de esgoto (ETE) é o mau cheiro. Esse efeito se deve a três fatores: I) concentração dos compostos fétidos no líquido;
II) dimensão da área superficial do líquido exposta à atmosfera; e III) grau de turbulência do fluxo deste líquido.
Durante o planejamento da instalação e controle de operação de uma ETE, um controlador de sistemas de saneamento pode
ajudar a diminuir os odores fétidos através de ações relacionadas ao fator
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) III, apenas.
(D) I e ao III.
(E) II e ao III.
  1. (SABES-2012-FCC)    Analise as afirmativas acerca das características e equipamentos utilizados para transporte da água.
I. Para a captação de águas superficiais é necessária a análise da qualidade da água, enquanto para águas subterrâneas, a
captação dispensa análise prévia da qualidade da água, já que se trata de uma água isenta de contaminação.
II. A captação requer sistema de recalque quando o nível da adutora de água bruta estiver acima do nível da água do
manancial.
III. Se o reservatório de água tratada estiver localizado em região elevada ou distante da estação de tratamento de água será necessária a instalação de estação elevatória com acionamento por bombas.
IV. A adução de água bruta ou tratada pode ocorrer por gravidade (pressão tubular superior à pressão atmosférica), recalque (pressão tubular inferior à atmosférica) ou, ainda, mista.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
  1. (SABES-2012-FCC)     A eficiência da captação da água dos mananciais depende dos equipamentos e da manutenção constante na área de sucção.
Para reter sólidos sedimentáveis, materiais flutuantes e organismos aquáticos (peixes, répteis, moluscos e anfíbios) são utilizados,
respectivamente,
(A) desarenadores, grades e crivos.
(B) caixas de filtração, peneiras e redes.
(C) caixas de concreto armado, vergalhões e predadores naturais.
(D) cloro, corrente elétrica e campo magnético.
(E) bactérias aeróbicas, caixas de contenção e grades.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)     Assinale uma das alternativas a seguir, de modo a  responder corretamente ao que se pede. Que produto químico é muito utilizado em estações de tratamento de água (ETA), para eliminar a turbidez em águas?
a. ( ) Sulfato de sódio.
b. ( ) Sulfato de alumínio.
c. ( ) Sulfato de cálcio.
d. ( ) Hidróxido de sódio.
e. ( ) Carbonato de sódio.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)     A lagoa que possui como principal finalidade a remoção de elevada quantidade de coliformes fecais contidos nos despejos de esgoto é a lagoa:
a. ( ) Não-associada.
b. ( ) Aeróbia.
c. ( ) Facultativa.
d. ( ) Associada.
e. ( ) De maturação.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) A constante mudança de estado físico da água na natureza é chama-se:
a. ( ) Ciclo Hidrológico.
b. ( ) Ciclo Biológico.
c. ( ) Mudança de Estado.
d. ( ) Condição Climática.
e. ( ) Condição Atmosférica
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  Para que a água seja potável, do ponto de vista químico, deve:
a. ( ) Conter baixa concentração de oxigênio dissolvido.
b. ( ) Apresentar baixa concentração de coliformes.
c. ( ) Apresentar baixo teor de cor ou turbidez.
d. ( ) Conter pequenas quantidades de sais minerais, como cálcio e magnésio.
e. ( ) Ser inodora.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  A caixa dotada de fecho hídrico destinada a receber efluentes de aparelhos sanitários, excluídos os vasos sanitários, é a caixa:
a. ( ) De passagem.
b. ( ) De gordura.
c. ( ) Sifonada.
d. ( ) De inspeção.
e. ( ) De areia.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)   A alternativa correta. O processo pelo qual a água proveniente de precipitação penetra no solo, movendo-se para baixo, através dos vazios, sob a ação da gravidade, até atingir uma camada suporte que a retém, formando então a água do solo, é:
a. ( ) Lixiviação.
b. ( ) Precipitação.
c. ( ) Infiltração.
d. ( ) Capilar.
e. ( ) Livre.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)   A contaminação microbiológica da água ocorre, geralmente, através das fezes de origem humana ou animal.
Uma das doenças abaixo é de origem bacteriana.
Qual? Assinale a alternativa correta.
a. ( ) Disenteria amebiana.
b. ( ) Hepatite A.
c. ( ) Poliomielite.
d. ( ) Cólera.
e. ( ) Gastrenterite.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) A água que é fornecida à população precisa ser potável, ou seja, deve apresentar características físicas, químicas e microbiológicas adequadas ao consumo. Assinale a alternativa que menciona as unidades que compõem um sistema de abastecimento de água.
a. ( ) Filtro biológico e percolação.
b. ( ) Estabilização anaeróbica e floculação.
c. ( ) Estabilização aeróbica e sedimentação.
d. ( ) Percolação e distribuição.
e. ( ) Reservação e captação.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  A estação de tratamento de esgotos (ETE) remove os poluentes dos esgotos.
A(s) unidade(s) que compõe(m) um sistema de tratamento de esgoto, é (são):
a. ( ) Captação e distribuição.
b. ( ) Filtro biológico ou de percolação.
c. ( ) Reservação aeróbica e infiltração.
d. ( ) Floculação.
e. ( ) Malha de distribuição e floculação.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE  A coagulação tem por objetivo transformar as impurezas que se encontram em suspensão fina, em estado coloidal e algumas que se encontram dissolvidas, em partículas que possam ser removidas pela decantação (sedimentação) e filtração.
Considerando a afirmação acima, a alternativa correta referentes às principais funções da coagulação são:
a. ( ) Aglomeração de metais e desestabilização.
b. ( ) Adesão e aglomeração de resíduos.
c. ( ) Sedimentação e floculação de resíduos.
d. ( ) Coagulação e Floculação.
e. ( ) Decantação e sedimentação de metais pesados.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  Dentre os métodos físicos de tratamento de líquidos utilizados no tratamento preliminar de águas residuárias, podemos citar as caixas de areia ou desarenadores, com a finalidade de reter areia e outros detritos pesados inertes.
Considerando a afirmação acima, a alternativa correta é:
a. ( ) As caixas de areia são utilizadas com a finalidade de reter metais pesados.
b. ( ) A seção transversal de uma caixa de areia é calculada como sendo a relação entre a vazão do despejo pela velocidade parcial.
c. ( ) Um modelo de caixa de areia muito usado é a sólida.
d. ( ) As caixas de areia são utilizadas somente na separação de substâncias com moléculas de tamanhos pequenos.
e. ( ) As caixas de areia são utilizadas para a proteção de bombas e tubulações contra abrasão e entupimento.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) A Norma de Qualidade da Água para Consumo Humano, aprovada pela Portaria no 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde para a água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede) deve estar em conformidade com o padrão microbiológico. De acordo com essa Portaria, o número mais provável (NMP) de coliformes fecais para águas de consumo humano, em 100mL, é:
a. ( ) 1.000
b. ( ) 2.000
c. ( ) Ausente
d. ( ) 3.000
e. ( ) 4.000
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) Nas estações de tratamento de água (ETA), vários são os produtos químicos utilizados para auxiliar nos processos de tratamento. Dentre esses processos, temos o ajustamento do pH da água a níveis aceitáveis.
Assinale a alternativa que indica corretamente o nome das substâncias muito utilizadas para o ajustamento de pH em ETA.
a. ( ) Carbonato de sódio e hidróxido de cálcio.
b. ( ) Hidróxido de amônio e sulfato ferroso.
c. ( ) Sulfato de alumínio e cloro gasoso.
d. ( ) Hipoclorito de sódio e cloro gasoso.
e. ( ) Hidróxido de sódio e hidróxido de alumínio.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) Nos sistemas de tratamento de água (ETA), para o processo químico usualmente utilizado, temos uma sequencia correta.
Assinale a alternativa que indica a sequencia correta referente às etapas desse processo.
a. ( ) Floculação-Filtração-Decantação.
b. ( ) Floculação-Decantação-Filtração.
c. ( ) Filtração-Decantação-Floculação.
d. ( ) Decantação-Filtração-Floculação.
e. ( ) Decantação-Floculação-Filtração.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  A dureza na água é causada por íons resultantes do contato da água com formações geológicas, que reduz a formação de espuma pelo sabão, além de ser responsável por incrustações em tubulações.
Assinale a alternativa correta, referente aos íons que causam dureza na água.
a. ( ) Cálcio e manganês.
b. ( ) Cálcio e magnésio.
c. ( ) Hidróxido e manganês.
d. ( ) Alumínio e ferro.
e. ( ) Ferro e hidróxido.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)  A desmineralização é um processo que emprega trocadores catiônicos e aniônicos em tanques de processo simples ou duplos.
Podemos afirmar que esse processo tem a finalidade de remover da solução:
a. ( ) somente os íons orgânicos, completamente.
b. ( ) apenas os íons não metálicos, completamente.
c. ( ) sólidos dissolvidos e substâncias inorgânicas, tais como cálcio, magnésio, nitratos, obtendo-se, assim, uma água de baixa condutividade.
d. ( ) apenas os íons metálicos, completamente.
e. ( ) todos os íons presentes na solução.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)   Na etapa de sedimentação, em uma estação de tratamento de água, é comum o uso de:
a. ( ) Al(OH)3.
b. ( ) Al2(SO4)3.
c. ( ) Na2SO4.
d. ( ) HCl.
e. ( ) Na3PO4.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)    Assinale a afirmação correta, com relação à disposição dos resíduos sólidos em aterros controlado e sanitário.
a. ( ) Os resíduos sólidos nos aterros sanitários devem ser deixados descobertos, para decomposição da matéria orgânica.
b. ( ) Nos aterros sanitário e controlado, são utilizadas técnicas para espalhar os resíduos sólidos na maior área possível.
c. ( ) O aterro controlado é, sob o ponto de vista sanitário e ambiental, uma solução menos adequada que a do aterro sanitário, em virtude da sua qualidade técnica.
d. ( ) O planejamento de aterro sanitário não envolve estudo de localização quanto à proximidade de habitações.
e. ( ) Para implantação de um aterro sanitário ou de um aterro controlado, é necessária a emissão da licença ambiental pelo órgão competente.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)A desinfecção é um processo de purificação, utilizado nas estações de tratamento de águas, cuja finalidade é destruir bactérias patogênicas e outros microorganismos que podem infectar o homem. Em relação aos produtos empregados no processo de desinfecção, podemos afirmar que:
a. ( ) Do ponto de vista econômico, em grandes estações, o emprego do hipoclorito de sódio é o mais vantajoso.
b. ( ) O cloro gasoso, do ponto de vista econômico, e por não apresentar risco na sua estocagem e manipulação é o mais utilizado na desinfecção.
c. ( ) Hipoclorito de sódio em grandes estações de tratamento é empregado em concentrações máximas de 20%.
d. ( ) O hipoclorito de sódio, por não apresentar risco na sua estocagem e manipulação, é o mais utilizado na desinfecção.
e. ( ) O hipoclorito de cálcio, do ponto de vista econômico, em grandes estações, é mais vantajoso do que o emprego de hipoclorito de sódio.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE  A filtração é uma operação de separação de matéria em suspensão que existe na água. Uma das características fundamentais de um meio filtrante é:
a. ( ) O material grosso deve ser suficiente para reter pequenas quantidades de floculantes.
b. ( ) O meio deve possuir profundidade pequena para permitir períodos de trabalho suficientemente longo para os filtros.
c. ( ) O meio deve possuir profundidade adequada para permitir períodos de trabalho suficientemente longo para os filtros.
d. ( ) A disposição da granulometria do material não tem influência direta sobre qualquer operação do meio filtrante.
e. ( ) O material grosseiro absorve energia do meio descendente de água durante a filtração.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE   Assinale uma das alternativas fornecidas a seguir, de modo a responder corretamente ao que se pede. O fosfato é encontrado em fertilizantes, detergentes químicos, esgoto doméstico e industrial. Qual o problema ambiental causado em um rio que recebe efluente doméstico contendo uma concentração elevada de fósforo?
a. ( ) Redução de nutrientes para as plantas.
b. ( ) Aumento oxigênio dissolvido (OD).
c. ( ) Redução de algas.
d. ( ) Morte de todas as espécies anaeróbicas.
e. ( ) Eutrofização.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE) Saneamento ou saneamento ambiental corresponde ao conjunto de:
a. ( ) Condições econômicas que têm por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental.
b. ( ) Ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental.
c. ( ) Portarias e interações de ordem econômica.
d. ( ) Condições de ordem física, química e biológica.
e. ( ) Condições e interações de ordem física, em que vivem a população urbana e a rural.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE ) A Norma de Qualidade da Água para Consumo  Humano, aprovada pela Portaria no 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde, apresenta, entre outros aspectos, as exigências referentes ao tratamento de água. Com relação aos aspectos de controle da cloração no tratamento e na distribuição da água, segundo essa norma, é correto afirmar.
a. ( ) A cloração deve ser realizada em pH superior a 2,0.
b. ( ) A água deve, após a desinfecção, conter um teor mínimo de cloro residual livre de 0,8mg/ L, sendo obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,1mg/L.
c. ( ) Recomenda-se que o teor máximo de cloro residual livre, em qualquer ponto do sistema de abastecimento, seja de 2,0mg/L.
d. ( ) A medição de cloro residual livre deve ser efetuada somente no laboratório de análises.
e. ( ) Para fins de análises microbiológicas, na saída de cada unidade de tratamento devem ser coletadas, no mínimo, 2 (duas) amostras mensais para controle.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE )  Sobre tanque séptico para tratar esgotos sanitários, assinale a alternativa correta.
a. (  ) O esgoto é tratado em tanque séptico através do processo biológico anaeróbio integrado àsedimentação e flotação.
b. ( ) O tanque séptico é um tratamento de esgotos de nível secundário e muito utilizado para sistemas centralizados de saneamento.
c. ( ) O tanque séptico é usado para tratar qualquer efluente líquido e nele podem ser utilizados os mesmos parâmetros de projeto de esgotos sanitários.
d. ( ) Durante o tratamento de esgotos sanitários em tanque séptico não existe a produção de gás metano.
e. ( ) A retirada de lodo e de escuma em tanque séptico deve ser realizada com bastante frequência
para ter boa eficiência no tratamento de esgotos.
  1. (CASAN- SC-2006-FEPESE)Em relação às definições estabelecidas no Capítulo II da Portaria no 2914/11 do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta.
a. ( ) Água tratada: água submetida a processo biológico de tratamento, visando atender ao padrão de potabilidade.
b. ( ) Água potável: água que atenda ao padrão de potabilidade estabelecido nesta Portaria para uso industrial.
c. ( ) Rede de distribuição: parte do sistema de abastecimento formada por tubulações e seus acessórios, que leva a água do ponto de captação até a estação de tratamento.
d. ( ) Intermitência: situação na qual o serviço de abastecimento de água é interrompido temporariamente, de forma programada ou emergencial, em razão da necessidade de se efetuar reparos, modificações ou melhorias no respectivo sistema.
e. ( ) Padrão organoléptico: conjunto de parâmetros caracterizados por provocar estímulos sensoriais que afetam a aceitação para consumo
humano, mas que não necessariamente implicam risco à saúde.




1
B
11
D
21
A
31
A
41
C
51
B
61
A
2
D
12
A
22
B
32
D
42
A
52
D
62
C
3
C
13
D
23
D
33
D
43
B
53
E
63
E
4
C
14
C
24
A
34
A
44
E
54
C
64
B
5
D
15
C
25
C
35
E
45
A
55
A
65
C
6
A
16
B
26
E
36
D
46
D
56
B
66
A
7
B
17
D
27
C
37
C
47
C
57
B
67
E
8
C
18
C
28
D
38
A
48
C
58
C


9
C
19
A
29
C
39
D
49
D
59
B


10
A
20
E
30
B
40
E
50
E
60
E





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____________________________________________


α β γ δ ∆ λ μ Ω ο ρ φ χ ψ ξ ε η θ π ∂ ∑ ∏ ℮ אօ ∞ ℝ ℕ ℚ ℤ Ø f◦g
½ ¼ ¾ ½ ⅓ ⅔ ⅛ ⅜ ⅝ ⅞ ² ³ ¹ º ª ₁ ₂ ₃ ₄ ≈ ≠ ≡ ∀ ∃ ⇒ ⇔ → ↔
∈∋∧ ∨ ⊂ ⊃ ∩ ∪ − + × ± ∓ ÷ √ ∛ ∜ ⊿∟ ∠→ ↑ ↓ ↕ ← ≤ ≥
outros
√ ∇ ∂ ∑ ∏ ∫ ≠ ≤ ≥ ∼ ≈ ≅ ≡ ∝ ⇒ ⇔ ∈ ∉ ⊂ ⊃ ⊆ ⊇ \ ∩ ∪ ∧ ∨ ∀ ∃ ℜ ℑ





PERFIL DO PROFESSOR


Formado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Pará (UFPA/UFRJ/Consórcio CEDERJ), Já atuei em Belém e Castanhal como professor de Cursinho e Concurso, Cursos preparatórios: Hertz e Liderança.


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